Paquetá não esconde sua euforia neste retorno ao Flamengo antes mesmo de entrar em campo. Na última sexta-feira, ele soube que tinha torcedores na porta do Ninho do Urubu e saiu do CT mesmo com chuva para atender aos pedidos de fotos e autógrafos. Ao ouvir um rubro-negro lhe pedir títulos e dizer que isso “é só o que falta” para ele, respondeu de bate-pronto:
— Eu voltei para isso!
Cria do Ninho do Urubu, Paquetá foi campeão na base e faturou o cobiçado título da Copinha em 2016. Mas no profissional ele pegou o período prá-vencedor que começou em 2019 e faturou só o Campeonato Carioca de 2017 antes de ser vendido ao Milan (Itália) e rodar a Europa.
De volta ao clube do coração, o meia tem chance de aumentar o seu currículo já na estreia. Ele foi regularizado a tempo e está relacionado para a decisão da Supercopa do Brasil contra o Corinthians, às 16h (de Brasília) no Mané Garrincha. A tendência é que ele comece no banco.

Contratação mais cara da história do futebol brasileiro, ao custo de 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões), Paquetá chegou ao Rio de Janeiro na quinta-feira e já treinou nesta sexta no Ninho do Urubu. O jogador assinou vínculo até dezembro de 2030.
A situação de Paquetá é parecida com a de Danilo no ano passado. O zagueiro foi anunciado pelo clube no dia 29 de janeiro e, no dia 2 de fevereiro, entrou em campo na reta final da Supercopa de 2025, diante do Botafogo.
Paquetá não joga desde o dia 6 de janeiro, na derrota do West Ham para o Nottingham Forest por 2 a 1. Depois desse jogo, o meia reclamou de dores nas costas, desfalcou a equipe em algumas partidas e pediu para não voltar a atuar enquanto a negociação com o Flamengo não se encerrasse. Na temporada, foram 19 partidas com cinco gols e uma assistência.