Uma nova etapa das investigações sobre possíveis irregularidades em pedidos de indenização ligados ao desastre de Mariana foi colocada em prática nesta quinta-feira (12). O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou a quarta fase da Operação Abutres, concentrando as ações nos municípios de Baixo Guandu, no Espírito Santo, e Aimorés, em Minas Gerais.
A ofensiva é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Norte), com apoio da Assessoria Militar do MPES e do GAECO do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com foco na coleta de elementos que possam esclarecer o esquema investigado.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do MPES, o alvo desta fase são supostas fraudes em solicitações de indenização apresentadas à Fundação Renova por meio do Sistema Indenizatório Simplificado (NOVEL). O mecanismo foi criado para compensar pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, ocorrido em 2015, no município de Mariana, em Minas Gerais. As investigações, conforme informado, seguem sob sigilo judicial.
Ainda segundo o Ministério Público, não houve expedição de mandados de prisão nesta etapa da operação. A atuação se concentra na apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das apurações.
A operação mobiliza promotores de Justiça e integrantes do GAECO-Norte, com o suporte de 16 agentes da Agência de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além de membros e agentes do GAECO de Ipatinga (MG) e de guarnições militares que atuam nas localidades onde os mandados estão sendo cumpridos.




































































