Lucy Letby injetava leite, ar e insulina para assassinar recém-nascidos, revelam documentos.
A enfermeira britânica Lucy Letby, de 33 anos, condenada nesta sexta-feira pelo júri de tribunal do norte da Inglaterra por assassinar sete bebês e tentar matar outros seis entre 2015 e 2016, era conhecida entre os amigos como “uma pessoa pouco provável de causar problemas”.
Lucy era próxima da família, religiosa e já recebeu o apelido de “a inocente” em uma brincadeira com amigos, anos antes de os crimes serem revelados. Na casa da enfermeira, a polícia encontrou ainda uma decoração com temática alegre e infantil, desde os bichos de pelúcia dispostos no quarto, aos quadros com mensagens positivas, como “brilhe onde quer que vá”.
Ela tinha sua casa própria no subúrbio, comprada por 180.000 libras esterlinas, o equivalente à R$ 1,1 milhão. Fotos de sua casa, com a decoração infantil e jardim bem cuidado foram mostradas durante o julgamento.
Primeira da família a se formar na faculdade, Lucy frequentou a Chester University e, de acordo com amigos, em entrevista ao Daily Mail, sempre manifestou a vontade de se tornar enfermeira e trabalhar com crianças.
Definida por seus conhecidos como muito inteligente, Lucy fazia parte do grupo mais quieto na universidade e aparentava estar sempre entusiasmada com o seu trabalho. Nas redes sociais, ela exibia ainda os momentos de diversão com amigos, como as férias que passou em Ibiza e aulas de salsa que frequentava.
Lucy, que para amigos e familiares era solteira, cultivava ainda uma relação com um médico casado a quem chamava de amigo, porém, fazia declarações de amor em bilhetes que foram encontrados na casa onde morava.
O médico, com quem Lucy se encontrava fora do ambiente de trabalho e trocava mensagens constantemente, foi uma das testemunhas que contribuiu com sua condenação, pois apresentou provas contra a enfermeira no tribunal.



































































