DADOS DA SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE APONTAM QUE SÃO MATEUS NÃO REGISTROU CASOS DAS DOENÇAS
Em 2024, o Espírito Santo já confirmou oito casos de mpox e 441 casos da febre de Oropouche. Nenhuma das confirmações ocorreu em São Mateus, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. Os números apresentados pela Sesa são até a semana epidemiológica 34 –semana vigente– para a mpox, e até a semana 33 –finalizada em 17 de agosto– para a febre do Oropouche.
A Sesa esclarece que havia sido apresentado anteriormente o número de 48 casos confirmados para mpox. “Entretanto, trata-se do número de amostras positivas e não de pacientes contaminados”, detalha. A Secretaria explica que para cada caso suspeito de mpox são coletadas várias amostras do mesmo paciente referentes aos locais em que existem lesões aparentes no corpo.
De acordo com a Sesa, de janeiro de 2024 até quarta-feira, 23 de agosto, foram encaminhadas 577 amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espirito Santo (Lacen) para análise, sendo 48 positivas, que pertenciam a oito pacientes que tiveram confirmação de mpox no Estado.
Ainda segundo a Sesa, a doença é transmitida de pessoa para pessoa, pelo contato com secreções, gotículas ou aerossóis e destaca a importância da manutenção dos cuidados pessoais para evitar a contaminação pelo vírus.
A Sesa orienta que, caso haja suspeita da doença, o paciente precisa evitar o contato com outras pessoas e deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para a realização de exames e diagnóstico. O isolamento imediato é recomendado. Objetos pessoais como toalhas e roupas de cama não devem ser compartilhados.
Febre do Oropouche
Os casos de febre de Oropouche confirmados pela Sesa já somam 441 no Estado. Em São Mateus também não há nenhum caso confirmado até o fechamento da semana epidemiológica 33, até o dia 17 de agosto.
De acordo com os dados apresentados pela Sesa, os municípios com casos de Oropouche confirmados até o momento são os seguintes: Afonso Cláudio (1); Anchieta (30); Aracruz (1); Baixo Guandu (1); Brejetuba (1); Colatina (50); Fundão (18); Governador Lindenberg (7); Guaçuí (1); Ibatiba (1); Ibiraçu (22); Itaguaçu (27); Laranja da Terra (117); Linhares (8); Marilândia (5); Mimoso do Sul (11); Pedro Canário (1); Piúma (1); Rio Bananal (76); Santa Maria de Jetibá (4); Santa Teresa (3); São Gabriel da Palha (22); Serra (3); Sooretama (5); Vila Pavão (4); Vila Valério (8); Vila Velha (5) e Vitória (8).
“A febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) da família Peribunyaviridae. O vetor da febre do Oropouche é um inseto bem pequeno, de um a três milímetros, popularmente conhecido como maruim ou mosquito pólvora” – explica a Sesa.
A pasta detalha ainda que as manifestações clínicas da infecção por OROV são parecidas com o quadro clínico de outras arboviroses, como dengue, chikungunya e febre amarela. “Os casos agudos de OROV evoluem com febre de início súbito, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados”.
As medidas para a prevenção da febre de Oropouche envolvem o manejo mecânico do ambiente e medidas de proteção individual. “No manejo mecânico é necessário manter árvores e arbustos podados, de forma a aumentar a insolação no solo, retirar o excesso de matéria orgânica (folhas, frutos e etc.); manter terrenos baldios livre de matos, dependendo da situação, e o plantio de grama pode ajudar a manter a população de maruins sob controle; e manter os abrigos de animais (aves, suínos, bovinos e outros) sempre limpos”.
Com relação às medidas de proteção individual, o uso de repelentes e roupas compridas pode ajudar a diminuir as picadas. Já o uso de telas em portas e janelas, como barreiras físicas, recomendados em alguns casos, não surtem muito efeito devido à necessidade dessas telas terem uma gramatura muito pequena, e esse fato acaba por reduzir a circulação de ar dentro dos imóveis.

















































































