O Espírito Santo está em trajetória para expandir significativamente sua agricultura irrigada: a meta é duplicar a área atual de 300 mil hectares até 2040, alcançando 600 mil hectares. Com quase metade das propriedades rurais já utilizando sistemas de irrigação – a maior taxa do país –, o estado se destaca pelo uso de tecnologias eficientes, como o gotejamento, presente em mais de 80% das áreas irrigadas.
De acordo com o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, a irrigação é parte essencial de cultivos como café conilon – totalmente irrigado no norte capixaba –, pimenta-do-reino, mamão, gengibre e hortaliças. Recentemente, produtores de café arábica também começaram a adotar essas técnicas, impulsionados pelos ganhos de produtividade e previsibilidade.
Inovação no financiamento hídrico
Um programa pioneiro no país, coordenado pela Secretaria de Agricultura em parceria com o Bandes, oferece crédito acessível para a construção de pequenas barragens. Com taxas de juros entre 4% e 7% ao ano, os agricultores podem financiar até R$ 150 mil para reservatórios que armazenem água para irrigação. A iniciativa visa ampliar a segurança hídrica, especialmente nas regiões mais vulneráveis, com projeção de viabilizar mais de 1.300 barragens em 12 anos.
Polo irrigado fortalece produção regional
Um polo de agricultura irrigada abrange 32 municípios do Norte e Noroeste do estado, respondendo por 80% da irrigação capixaba. Além do café – que utiliza mudas clonais de alta produtividade –, a soja irrigada em cidades como Montanha e Pinheiros apresenta produtividade 50% superior à média nacional.
Alcance internacional
A agricultura irrigada capixaba impulsiona as exportações para 125 países. Produtos como café, pimenta-do-reino, mamão e gengibre dependem da irrigação para manter padrões de qualidade e volume. Como destacou Thiago Orletti, presidente da Associação dos Irrigantes do Estado (Assipes), “a irrigação garante competitividade, estabilidade nas colheitas e alimentos de melhor qualidade, beneficiando tanto o mercado interno quanto o externo”.
Combinando políticas públicas inovadoras, tecnologia de ponta e cooperação entre produtores e governo, o Espírito Santo consolida um modelo de agricultura sustentável e eficiente, pronto para os desafios climáticos e mercadológicos das próximas décadas.
















































































