Cacau, que fechou ontem com recuo de 2,12% após as recentes altas, também opera em baixa
O café arábica abre as negociações desta sexta-feira (31/5) em Nova York em baixa de 3,77%, a US$ 2,24 a libra-peso, em um mercado que segue expressivamente volátil. O clima no sudeste asiático segue prejudicando as safras dos maiores produtores de conilon, Vietnã e Indonésia, fazendo com que a variedade tenha alta em Londres e respingue na bolsa americana.
O cacau, que fechou ontem com queda de 2,12% após as recentes altas, opera em baixa de 0,83% para os contratos de julho, a US$ 9.180 a tonelada.
“As pressões de liquidação comprada surgiram nos futuros do cacau, depois que os preços subiram mais de 15% no início desta semana. A chuva inadequada na África Ocidental causa perspectivas incertas para a produção de cacau na região e a aumentar os preços”, avalia o operador de mercado Barchat.
O clima segue como principal vilão da safra de um do maior produtor mundial, a Costa do Marfim, e seguirá determinando a curva de preços.
Com uma colheita que ainda não atingiu 10% das principais áreas produtoras, o clima brasileiro também preocupa, com a insegurança de que eventuais surpresas climáticas possam afetar a qualidade dos grãos.
Carlos Augusto Melo, presidente da maior cooperativa de produtores de café brasileira, a Cooxupé, reitera que esta será uma safra surpreendente no Brasil em termos quantitativos, mas a qualidade ficará à mercê das condições climáticas de junho.
Nos negócios de açúcar demerara, os papéis sobem 0,82%, para 18,34 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Barchat, a chegada das chuvas de monções à Índia melhorou as perspectivas do açúcar no país asiático para este ano, pressionando os preços, que também refletem as estimativas positivas para o Brasil.
No mercado de algodão, os contratos da pluma recuam 1,1%, a 76,90 centavos de dólar por libra-peso. A demanda e as boas condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos têm contribuído para a estabilidade dos preços. Investidores tentam realizar lucros e a tendência é de estabilidade.
Publicidade
















































































