O crescimento da produção de abacate no Espírito Santo tem enfrentado um obstáculo importante: a oferta limitada de mudas com padrão adequado de qualidade. Para superar esse desafio, pesquisadores, técnicos e agricultores do Estado vêm investindo em capacitação contínua e na troca de experiências, com o objetivo de aprimorar os processos de formação de mudas e fortalecer a cadeia produtiva da cultura.
Dentro desse contexto, profissionais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), agricultores de Venda Nova do Imigrante e técnicos da Prefeitura Municipal — município que se destaca como principal polo estadual da abacaticultura — participaram, nesta semana, de uma visita técnica a um viveiro reconhecido por suas boas práticas.
A programação foi realizada em Martins Soares, em Minas Gerais, no viveiro Plants Mudas. No local, os participantes acompanharam todas as fases do processo produtivo, desde a formação inicial das mudas até a organização e o manejo do viveiro. Também foram discutidos aspectos como a escolha correta de variedades, estratégias para melhorar o desempenho das plantas no campo, medidas para reduzir perdas e a importância do planejamento na produção, além do uso de mudas certificadas e com origem comprovada.
A enxertia foi outro tema central da visita. A técnica, considerada essencial para o cultivo do abacateiro, foi destacada como fator determinante para a obtenção de pomares mais homogêneos, produtivos e duráveis. A escolha adequada do porta-enxerto, associada ao domínio da enxertia, contribui ainda para maior estabilidade e segurança econômica ao produtor rural.
De acordo com a pesquisadora do Incaper, Girlaine Pereira Oliveira, a iniciativa reforça diretamente as ações desenvolvidas pela instituição junto aos produtores. “Estamos conduzindo pesquisas no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Serrano, voltadas principalmente aos porta-enxertos e à melhoria da produção de mudas. Experiências como essa ampliam nosso aprendizado e subsidiam a geração de tecnologias que, posteriormente, são levadas aos agricultores por meio da extensão rural”, afirmou.
Ela também destacou a importância da participação de técnicos e extensionistas no processo. “Há produtores que fazem suas próprias mudas e outros que precisam adquiri-las. Em ambos os casos, conhecer os critérios mínimos de qualidade é fundamental para evitar perdas e garantir pomares mais eficientes e rentáveis”, completou.
A visita técnica foi promovida pelo Incaper em parceria com a Prefeitura de Venda Nova do Imigrante, fortalecendo a integração entre pesquisa, assistência técnica e gestão pública no desenvolvimento da abacaticultura capixaba.
Cartilha técnica
Quem deseja se aprofundar no tema pode consultar a cartilha “Mudas de abacateiro: orientações para produção”, disponível na Biblioteca do Incaper, que reúne informações técnicas voltadas à produção de mudas de qualidade.













































































